A Eletrólise Percutânea Terapêutica é um tratamento que se mostra dias após dia mais eficaz no combate às lesões tendinosas devido aos efeitos positivos que as correntes galvânicas criam nos tecidos danificados. No caso da EPTE® Eletrólise Percutânea, a intensidade aplicada num tratamento é medida em micro-ampérios, ou seja, uma milésima parte de um ampério. Descubra os benefícios e os factores de segurança da aplicação de eletrólise percutânea.

Tratamento com Eletrólise Percutânea

A eleição de um tratamento mediante a utilização de Eletrólise Percutânea Terapêutica é algo que apenas um profissional devidamente formado deve fazer. Contudo, este tipo de tratamento de tendinites, ao utilizar correntes de baixa intensidade demonstra un elevado nível de segurança tanto para o paciente como para o terapeuta que a aplica.

 

Sendo criado um equilíbrio entre a carga eléctrica aplicada e a quantidade de matéria decomposta faz com que a intensidade e o tempo de aplicação se tornem directamente proporcionais, tal e como indica a primeira Lei de Faraday sobre a eletrólise. Seguidamente veja em detalhe a relação entre intensidade/tempo e os factores de segurança na aplicação de Eletrólise Percutânea EPTE®.

Factores de segurança relacionando intensidade e tempo

A intensidade e o tempo utilizados num tratamento com eletrólise percutânea determinam a carga elétrica aplicada no tecido tendinoso e/ou músculo. Esta mesma carga elétrica é medida em coulomb utilizando-se a fórmula:

Q = I x t (intensidade (A) vezes tempo (Sg))

A eletrólise é produzida quando se aplica uma corrente contínua (galvânica) mediante um par de electrodos conectados a uma fonte de energia elétrica através de uma dissolução ou eletrólito. O electrodo conectado ao pólo positivo denomina-se por ánodo e o electrodo conectado ao pólo negativo é denominado por cátodo.

Para o tratamento com eletrólise percutânea, não se fala de intensidade mas sim de carga eléctrica = dose de tratamento.

Esta carga eléctrica pode ser conseguida aplicando uma corrente com uma determinada intensidade num determinado período de tempo. Isto provém da Lei universal da física, lei de Faraday, aceite por TODA a comunidade científica.
No caso do protocolo de tratamento com a EPTE®, o tempo pode oscilar o 1′ 20”, desta maneira consegue-se o mesmo resultado, com uma maior segurança tanto para o paciente como para o terapeuta.

  • Trabalhar com intensidades altas expõe o paciente a uma maior intensidade de dor (a densidade de corrente é maior) e maior risco de efeitos secundários adversos.
  • A corrente elétrica contínua faz o percurso entre os dois pólos, tendo início no pólo negativo e terminando no positivo através de um electrólito. No caso da eletrólise percutânea aplicada com fins terapêuticos, o paciente é considerado o agente condutor de eletrólise sendo o mesmo considerado como electrólito.

Carga elétrica com fins terapêuticos

Para conseguir uma carga elétrica terapêutica existem duas opções no mercado:

  1. Gerar uma baixa corrente elétrica durante um largo período de tempo;
  2. Gerar uma alta intensidade elétrica durante um curto período de tempo.

Em ambas as modalidades é possível alcançar a mesma carga elétrica, como se pode apreciar na seguinte figura que, segundo a primeira Lei de Faraday, é o factor determinante para o cálculo da quantidade de eletrólise.

Intensidades eletrólise percutânea

Carga elétrica utilizando duas intensidades distintas.

É possível gerar a mesma elétrolise criando uma corrente de  2mA (2000µA)  durante 10 segundos que criando uma corrente de 0.2 mA (200µA) durante 100 segundos.

Apesar de se poder conseguir a mesma carga elétrica em ambas as configurações, o facto de se trabalhar com intensidades altas pode ter várias consequências negativas no que diz respeito a diversos factores:

  1. Maior sensação de dor durante o tratamento com eletrólise percutânea devido à alta densidade da corrente aplicada.
  2. Aumento dos ricos de sofrer de efeitos secundários adversos.

Intensidade e segurança: exemplo demonstrativo

Como exemplo demonstrativo, tomaremos dois valores de densidade de corriente e tempo de exposição que nos dêem a mesma carga eléctrica e observa-se que o nível de perigo com altas densidades de corrente é maior que em baixa densidade de corrente:

Amostra 1:    20 mA/mm2    10 segundos    Q(1mm2)= 200 mC

Amostra 2:    05 mA/mm2    40 segundos    Q(1mm2)= 200 mC

Carga eléctrica en la electrolisis

Distinta intensidad y misma carga eléctrica final

Por último, tanto trabalhando com baixas como com altas correntes eléctricas o nível de corrente terapêutica deve alcançar-se de maneira gradual tal e como indica a Norma UNE 60601-2-10 de aparelhos de electromedicina.

O aparelho EPTE®, que conta com o  certificado CE sanitário conta com um sistema de segurança de dupla rampa para alcançar a corrente máxima de tratamento. Esta entrada gradual também afecta o umbral de dor do paciente  e permite uma adequação progressiva com o passar da corrente (ao ser progressivo, faz-se uma adaptação gradual), à parte de conhecer o ponto de desconforto do paciente. No caso de hipersensibilidade do paciente e que o ponto de desconforto se situara por baixo da intensidade de tratamento, poderia aplicar-se a eletrólise percutânea utilizando a mesma carga eléctrica, ou seja, o mesmo!, variando o parâmetro tempo.

Referências:

  • Norma UNE en 60601-1. Requisitos Gerais dos aparelhos electromédicos.
  • Norma UNE 60601-2-10 aparelhos electromédicos. Requisitos particulares de segurança para os estimuladores nervosos e musculares.
  • ISO 14.971:2009. Medical Devices – Application of risk management to medical devices ISO 14971:2007.
  • Instituto nacional de segurança e higiene no trabalho. NTP 400: Corrente eléctrica: efeitos ao atravessar o organismo humano.